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sábado, 11 de julho de 2009

Estabelecer METAS para ativar o GPS

Uma ferramenta que antes era de uso exclusivo militar, hoje facilita a vida de muitos profissionais. O Sistema de Posicionamento Global, mais conhecido como GPS, é comumente utilizado por motoristas em viagens ou grandes cidades para melhor se deslocarem.

Ao ligar o GPS ele automaticamente informa a posição atual - localização presente. Se quisermos que ele indique os próximos passos precisaremos informá-lo com exatidão qual o endereço ao qual nos destinamos – localização futura. Quando nem o condutor do veículo nem os passageiros a bordo conseguem comunicar com clareza o ponto de chegada, fica mais difícil, caro e demorado ir até lá, quando conseguem.

Proponho, deste modo, uma analogia com a nossa maneira de encarar o futuro, seja na vida pessoal ou profissional. Enquanto as metas de uma pessoa ou uma empresa não são claramente definidas e comunicadas, fica difícil encontrar as melhores vias de acesso ou mesmo avaliar se as decisões do presente a aproximam dos resultados desejados no futuro.

Nos negócios, dizer a nós mesmos ou às pessoas que trabalham conosco apenas que “as coisas darão certo”, “teremos sucesso”, “vamos fazer o melhor” e outras frases de motivação não são suficientes para estabelecer um objetivo comum. É o mesmo que programar o GPS para nos levar a um “lugar maravilhoso”. Ele não entenderá a orientação e, por isso, não indicará o caminho.
Metas bem definidas e claramente comunicadas são os passos iniciais no direcionamento de uma equipe para um alto desempenho. Fica muito mais fácil o planejamento, a agilidade na execução, a otimização de recursos, a integração e o foco. É como uma voz ao fundo sempre indicando: “a 100 metros vire à direita”, “siga em frente”, “você chegou ao destino”.

Regina Barreto

Artigo publicado no Jornal O Empreendedor - Junho/Julho 2009

Coaching para líderes – Em momentos de mudança novas competências são necessárias.

Este é o cenário das empresas... Uma infinidade de oportunidades a serem exploradas, um crescente nível de exigência do mercado, aumento da competitividade, crises econômicas e financeiras e uma necessidade de gerar melhores resultados em menor tempo.

As experiências adquiridas são suficientes para lidar eficazmente com a nova situação? Saber o que é preciso fazer basta? Neste momento o profissional depara-se com os obstáculos que surgem tanto internamente (os seus próprios medos de ir adiante) como externamente (falta de recursos, falta de autonomia, etc.). Ao mesmo tempo, existem nas organizações profissionais altamente qualificados tecnicamente e assim mesmo surgem os conflitos e dificuldades na gestão, consequentemente afetam os resultados da empresa.

Para atender estas necessidades surgiu o coaching, que é um processo de desenvolvimento de competências, com estrutura e foco, conduzido por um profissional qualificado. Pode ser realizado individualmente ou em equipe. O coaching é uma metodologia específica para gerar auto-conhecimento partindo de um objetivo claro do cliente e com ações voltadas para os resultados. O coach faz perguntas ao cliente para que ele encontre no seu modo de pensar e agir o que está prejudicando ou limitando o seu desempenho.

O profissional que conduz o processo (coach) é alguém que vai ajudá-lo a fazer as melhores escolhas no presente, utilizando todas as suas competências e desenvolvendo novas para chegar onde deseja no futuro. O psicólogo David McClelland constatou que o clima organizacional é responsável por até 1/3 dos resultados e o líder é o principal responsável pelo clima. Portanto, investir no desenvolvimento dos líderes, sejam eles empresários, diretores, gerentes e outros, pode trazer um excelente retorno para o desempenho da equipe e consequentemente para os resultados da organização.

Num processo de coaching são desenvolvidas competências como assertividade, administração do tempo, capacidade de se concentrar no foco, trabalho em equipe, habilidade de negociação, delegar com eficiência, solucionar conflitos dentre outras. Os resultados começam a aparecer nas primeiras sessões e é previsto um prazo para início e fim do processo. No coaching executivo a média costuma ser de dez sessões, com intervalos semanais ou quinzenais, para desenvolver cada competência. Este número pode aumentar ou diminuir em função do gap, ou seja, da lacuna existente entre o estágio atual e o desejado. É como numa viagem, a duração é prevista em função da distância entre origem e destino.
É importante que o coachee, cliente que passa por um processo de coaching, esteja disposto a entrar neste processo de mudanças para se beneficiar como pessoa em qualquer papel social que ele exerça.

Regina Barreto



Artigo publicado no Jornal O Empreendedor - Abril/Maio de 2009